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PROGRAMAS:
ONDA DX (Baixar audio) (No Mundo das Ondas Curtas)
CLUBE DE AMIGOS ( Baixar audio ) (Uma familia com mais de 120 milhões de ouvintes em todo o mundo)
Edição e apresentação: Jonas Luiz Bernardino
Participação: Danilo Nonato, Célio Romais, Ulysses Galleti, Leonaldo Ferreira e outros. |
Problemas principais do desenvolvimento do Nabucco: história do projecto
O primeiro e, provavelmente, principal problema da construção do gasoduto consiste na base de matérias-primas ou, nomeadamente, na sua insuficiência. O país que deve fornecer gás pelo “corredor sul” é o Azerbaijão, em que a jazida Chakh-Deniz-2, com uma potência de 16 mil milhões de metros cúbicos, deve entrar em exploração em 2017. Outras possíveis fontes foram referidas o Irão, que é excluído por razões políticas devido às sanções por parte dos Estados Unidos, o Iraque, onde a situação não é simples por força de uma certa ruína que reina no país, assim como devido às necessidades do Iraque em gás natural para satisfazer a sua própria indústria interna.
Portanto, não é evidente que o Iraque estará disposto a fornecer os necessários volumes de gás. Foi previsto, em particular, que o Nabucco fornecerá não menos de oito mil milhões de metros cúbicos de gás. Em primeiro lugar é o Turquemenistão, mas surgem novamente os problemas da construção do gasoduto Trans-Cáspio e vários problemas afins. Em menor grau trata-se do Egipto, de fornecimentos de gás pelo gasoduto árabe, que não irão superar mil milhões de metros cúbicos. Sumariamente, estes volumes são pretendidos, no mínimo, por três projectos do “corredor sul” – são o Nabucco, o ITGI e o TAP. Respectivamente, a potência sumária destes projectos ultrapassa consideravelmente as possibilidades das fontes referidas. Por outro lado, a Rússia pretende também a Chakh-Deniz-2. Existe um contrato que prevê a possibilidade de aumentar os fornecimentos de gás azeri à Rússia para três mil milhões de metros cúbicos. O chefe da Gazprom, Alexey Miller, disse que a Rússia está disposta a comprar tanto gás quanto o Azerbaijão pode vender. Mas o consumo interno de gás no Azerbaijão também cresce. Por isso não se compreende quanto gás ficará e qual dos três projectos referidos, que competem dinamicamente entre si, receberá este gás. Outro problema-chave é uma procura incerta de gás na Europa, que, segundo os actuais prognósticos, pode diminuir ou crescer para 2020. Em outras palavras, os preços podem variar significativamente. Por isso não se sabe como será a procura de gás e se será possível vendê-lo. O terceiro problema é de carácter político, ligado em primeiro lugar à Turquia que apresentou uma série de condições bastante sérias para realizar o projecto no seu território. Trata-se, em particular, de bastante grandes volumes de gás a um preço baixo, construção de fábricas no seu território que forneceriam, por exemplo, tubos para estes projectos, etc. Para além disso, estes projectos, apesar da declaração da Comissão Europeia, não têm por enquanto suficiente apoio político. A Comissão Europeia anunciou a disposição de conceder 250 milhões de euros para o projecto Nabucco. Mas este montante é insignificante, levando em consideração que o preço total do projecto não é inferior a 8 mil milhões de euros. Portanto, será necessário procurar este dinheiro à conta de fontes externas.
Existe mais um problema importante: foi anunciado que o projecto custaria 7,9 mil milhões de euros. Mas esta avaliação foi feita ainda há três anos e muito mudou nos tempos passados. Na Primavera deste ano surgiram boatos, aliás refutados, de que o custo do projecto teria aumentado para 12-15 mil milhões de euros. A companhia declarou que por enquanto que o projecto se estima oficialmente em 7,9 mil milhões de euros e que uma nova avaliação precisada será anunciada no fim do ano. Evidentemente, o custo subirá não sendo menos de 10 mil milhões de euros. Respectivamente, se as companhias accionistas do projecto duvidavam se vale a pena realizar este projecto com o anterior custo, agora, levando em consideração o seu aumento, a probabilidade da realização do projecto será ainda menor. Por outro lado, até hoje não foi possível entender-se com os bancos que poderiam conceder créditos para a construção deste gasoduto.
Regateio em torno do gás azerbaijano
Os projectos dos gasodutos do sul encontram-se tradicionalmente em foco da atenção da Voz da Rússia, em particular, o chamado regateio em torno do gás azerbaijano. Anteriormente, a república comprava gás à Rússia e apenas há alguns anos começou a exportá-lo. Até recentemente, o maior consumidor de gás azerbaijano foi a Turquia, mas este país está a diminuir o consumo de gás. É necessário reconhecer que o Azerbaijão não sabia como dispor dos seus recursos deste combustível. Por isso, os 2 mil milhões de metros cúbicos que a Rússia está disposta a comprar é uma contribuição sensível. O acordo sobre o aumento das compras de gás foi muito oportuno. Lembre-se que o contrato (com a possibilidade da prorrogação) de compra e de venda de gás do Azerbaijão à Rússia foi assinado a 14 de Outubro de 2009. De acordo com um aditamento ao documento, assinado no início de Setembro de 2010 em Baku, em 2011 a Gazprom receberá dois mil milhões de metros cúbicos e em 2012 – mais de dois mil milhões de metros cúbicos de gás.
Gradualmente, o Azerbaijão irá aumentar a extracção de gás, sendo muito importante para o país encontrar um mercado de venda garantido a bons preços. Ao mesmo tempo, não se sabe se for realizado o projecto Nabucco e, se for realizado, não se sabe quando. Portanto, o acordo com a Rússia sobre o aumento das compras de gás é muito vantajoso para o Azerbaijão – não é necessário esperar quaisquer gasodutos e ter dor de cabeça adicional. O acordo não tem um limite superior. Deste modo, a Rússia propõe ao Azerbaijão comprar todos os volumes livres de gás a condições de mercado. O acordo é vantajoso não apenas desde o ponto de vista económico, havendo também um componente político. A parceria económica é um elemento importante das relações bilaterais entre a Rússia e o Azerbaijão. Neste sentido, este acordo é mutuamente vantajoso para alargar a parceria estratégica. Naturalmente, a política sempre está presente nas relações de gás. Contudo, é muito importante que o acordo entre Moscovo e Baku é um passo para despolitizar as relações de gás, como testemunha em entrevista à Voz da Rússia o chefe de sector do Departamento Energético do Instituto de Energia e Finanças, Vitaly Protassov.
Vitaly Protassov:
O principal país que deveria fornecer gás pelo “corredor sul” é o Azerbaijão com a jazida Chakh-Deniz-2, com a potência de 16 mil milhões de metros cúbicos, que deve entrar em exploração em 2017. Outras fontes possíveis foram referidos o Irão, que é excluído por razões políticas devido às sanções por parte dos Estados Unidos, o Iraque, onde a situação não é simples por força de uma certa ruína que reina no país, assim como devido às necessidades do Iraque em gás natural para satisfazer a sua própria indústria interna. Portanto, não é evidente que o Iraque estará disposto a fornecer os necessários volumes de gás. Foi previsto, em particular, que o Nabucco fornecerá não menos de oito mil milhões de metros cúbicos de gás. Em primeiro lugar é o Turquemenistão, mas surgem novamente os problemas da construção do gasoduto Trans-Cáspio e vários problemas afins. Em menor grau trata-se do Egipto, de fornecimentos de gás pelo gasoduto árabe, que não irão superar mil milhões de metros cúbicos. Sumariamente, estes volumes são pretendidos, no mínimo, por três projectos do “corredor sul” – são o Nabucco, o ITGI e o TAP. Respectivamente, a potência sumária destes projectos ultrapassa consideravelmente as possibilidades das fontes referidas. Por outro lado, a Rússia pretende também a Chakh-Deniz-2. Existe um contrato que prevê a possibilidade de aumentar os fornecimentos de gás azeri à Rússia para três mil milhões de metros cúbicos. O chefe da Gazprom, Alexey Miller, disse que a Rússia está disposta a comprar tanto gás quanto o Azerbaijão pode vender.
Segundo os peritos, as exportações de gás azerbaijano à Rússia são economicamente vantajosas para o Azerbaijão. A Rússia paga 240 dólares por cada mil metros cúbicos, ao mesmo tempo que a Geórgia vizinha paga 170 dólares por volumes análogos e a Turquia, no quadro do antigo acordo, 120 dólares. Um novo acordo com a Turquia ainda não está alcançado. Neste contexto, a Rússia é o cliente mais vantajoso para o Azerbaijão na esfera do gás. Para além disso, como consideram os economistas, as exportações de gás azerbaijano à Rússia têm vantagens geopolíticas. Em termos gerais, sem dúvida, entre Moscovo e Baku há possibilidades de alargar a cooperação no sector do gás. Destaque-se que o actual trajecto de gás entre os dois países é capaz de triplicar os volumes de gás exportado à Rússia. Por outro lado, crescem volumes de extracção de gás no Azerbaijão. No ano passado, o Azerbaijão extraiu 29 mil milhões de metros cúbicos de gás. No ano em curso, segundo os prognósticos, este índice crescerá em mais 2 mil milhões de metros cúbicos. A extracção continuará a crescer. Portanto, o Azerbaijão necessita novos mercados. Neste contexto, a cooperação é vantajosa para os dois países. É muito provável que os volumes de gás azerbaijano exportado à Rússia aumentem para 3 mil milhões de metros cúbicos nos próximos tempos.
O desenvolvimento das relações russo-azerbaijanas encerra de facto a realização do projecto Nabucco, porque sem Baku fica pendente o problema-chave – a base de recursos. O Azerbaijão, inicialmente anunciado como fornecedor inicial, não confirma por enquanto a sua participação no projecto. O Comissário Europeu para a Energia, Gunter Ottinger, executou conversações com os colegas azerbaijanos, mas, em resultado, as partes adiaram a solução do problema. |
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